Vapor d’água em planeta fora do Sistema Solar!

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A busca por vida fora da Terra e pelo Sistema Solar ganhou um novo e muito importante capítulo na última quarta-feira (11).

Uma pesquisa feita a partir de dados coletados pelo telescópio espacial Hubble revelou pela primeira vez vapor de água na atmosfera num planeta fora do Sistema Solar, o exoplaneta K2-18b, o  qual orbita sua estrela numa região conhecida como “zona habitável”, ou seja, região na qual poderia haver condições mínimas para o possível desenvolvimento de vida como conhecemos. 

Como é o K2-18b?

Duas vezes maior que a Terra e com oito vezes a sua massa, o K2-18b orbita sua estrela à distância – nem muito longe nem muito perto – e as temperaturas oscilam entre os 0 e os 40 graus Celsius, o que permitiria a existência de água no estado líquido, que é necessária para a sobrevivência humana. Esse exoplaneta pode possuir um clima muito semelhante ao da Terra.

Dado o alto nível de atividade de sua estrela anã vermelha, o K2-18b pode ser mais hostil à vida como a conhecemos do que a Terra, pois provavelmente será exposto a mais radiação de alta energia. 

Para constatar a presença de vapor de água, os astrônomos utilizaram um algoritmo para processar as informações captadas pelo telescópio Hubble: de acordo com o estudo, também foram identificados os elementos hidrogênio e hélio na atmosfera do K2-18b. 

Em sua maioria, planetas fora do Sistema Solar com atmosfera são uma espécie de bolas gigantes de gás. Já os poucos planetas rochosos sobre os quais existem dados disponíveis parecem não ter atmosfera.

Além disso, a maioria dos planetas semelhantes à Terra está muito longe de suas estrelas para ter água líquida ou muito perto, a ponto de todo H2O ter evaporado.

Desde que foi lançado, em 24 de abril de 1990, o telescópio espacial Hubble contribuiu com descobertas incríveis para a comunidade científica internacional.

Localizado a 600 quilômetros de altitude orbitando a Terra, o equipamento será substituído em 2021 pelo telescópio espacial James Webb, com um diâmetro de 2,5 vezes maior e uma área de espelho seis vezes maior, permitindo captar muito mais luz. Descobertas incríveis serão feitas como o novo telescópio espacial. 

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