Plutão: Por que não é planeta?

Matérias

Descoberto há 80 anos pelo astrônomo norte americano Clyde Tombaugh, Plutão foi considerado o último planeta do Sistema Solar até 2006, quando ocorreu sua reclassificação para a classe de planeta-anão.

A decisão de retirar Plutão da categoria de planeta não aconteceu do dia para a noite. Foram anos de intenso debate, com argumentos válidos dos dois lados do “ringue”, e a reclassificação de Plutão rende polêmica até hoje. Uns acreditam que a redefinição do planeta para a categoria de planeta-anão foi uma vitória do raciocínio científico, enquanto outros defendem que o pequeno mundo nos confins do Sistema Solar é especial demais para não ser oficializado como um planeta.

De acordo com uma resolução da União Astronômica Internacional – IAU, para um corpo celeste ser classificado como um planeta, ele precisa atender a três requisitos principais:

  1. Ele precisa estar em uma órbita em torno do Sol
  2. Deve ter massa suficiente para que sua própria gravidade possa moldá-lo numa forma aproximadamente esférica.
  3. Precisa ser capaz de limpar sua órbita, ou seja, ser o objeto gravitacionalmente dominante naquela região.

Plutão orbita o Sol e também é de aproximadamente forma esférica, encaixando dois requisitos. No entanto, o planeta anão começa a ter problemas quando os astrônomos olham para a regra final. Ele não realiza a limpeza de sua vizinhança, ou seja, é incapaz de consumir corpos menores ou jogá-los para longe usando sua gravidade.

Plutão está numa região além da órbita do planeta Netuno, região onde há muitos outros objetos, como núcleos de cometas e asteroides, formando um cinturão ao redor do Sol, o cinturão de Kuiper. Esse fato, Plutão estar numa região com inúmeros outros objetos, ajudou a não enquadrá-lo no item 3 da resolução da IAU, culminando assim em sua reclassificação.

Em 2006, além de Plutão outros corpos foram alocados na classe de planeta-anão, assim atualmente existem cinco planetas anões, Ceres, que antes de ser reclassificado era o maior dos asteroides conhecidos, Plutão, Haumea e Makemake, cujos nomes derivam da mitologia havaiana e Eris, planeta anão que carrega o nome da deusa da discórdia.

Por mais que Plutão não seja mais um planeta, sua descoberta ajudou os astrônomos a conhecer mais sobre o Sistema Solar e a região além dos planetas até então conhecidos. Além do mais, é improvável que seja esquecido tão cedo, pois os dados e imagens enviados pela missão New Horizons da NASA, a qual chegou em Plutão em julho de 2015, nos mostraram que ainda há muito o que aprender sobre os objetos congelados que estão além da órbita de Netuno, nos confins do Sistema Solar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *