No Século II d.C. Ptolomeu descreveu um modelo de mundo chamado de Geocentrismo, onde se afirmava que a posição da Terra no Universo era exatamente o centro de tudo. Nosso planeta não possuía nenhum tipo de movimento, nem o de rotação nesta descrição de mundo era aceito.

Nesta época se discutia muito sobre os mistérios do céu assim como desde a antiguidade. Mas foi somente no Século XVII d.C. que Nicolau Copérnico descreveu detalhadamente o seu novo modelo de mundo, chamado de Heliocentrismo, onde se colocava o Sol no centro de tudo e a Terra passava a ter os movimentos de rotação e translação.

As discussões eram acaloradas sobre esses dois modelos de mundo, mas foi quando o astrônomo italiano Galileu Galilei em 1609 observou o céu pela primeira vez utilizando um instrumento óptico conhecido como luneta e que havia sido criado por um óptico holandês chamado Hans Lippershey no ano anterior, Galileu anotou suas observações e as divulgou para conhecimento de todos. Isso causou alvoroços na já acalorada discussão sobre os modelos de mundo.

As observações de Galileu eram contrárias as previsões do modelo Geocêntrico e apoiavam o modelo Heliocêntrico. Uma das mais importantes observações feitas por Galileu foi em relação ao planeta Júpiter, o maior planeta de nosso Sistema Solar, sendo 1316 vezes o volume da Terra.

 

                          

Ao observar este planeta, Galileu percebeu noite após noite de observações, que haviam 4 pontinhos brilhantes que estavam orbitando Júpiter. Ele logo reconheceu como sendo 4 Luas de Júpiter. Ele estava correto. Essas 4 luas ficaram conhecidas como os Satélites Galileanos de Júpiter. Hoje, essas 4 luas recebem os nomes de Io, Europa, Ganimedes e Calixto, todos nomes da mitologia greco-romana.

Com esta observação, Galileu ajudou a comprovar que a Terra não poderia ser o centro de tudo, pois para esses 4 corpos celestes, Júpiter era o centro. A partir daí o modelo Heliocêntrico de Copérnico ganhou mais força até ser aceito no meio acadêmico depois de muitas outras discussões, inclusive envolvendo a Inquisição na época.

Hoje sabemos que o Sol não é o centro de tudo, mas apenas de nosso Sistema Planetário. Não temos definido no mundo de hoje onde é o centro do Universo. Pela Cosmologia, com a descrição do Modelo do “Big Bang”, ou seja, o Modelo do Universo Inflacionário, o centro do Universo pode ser qualquer ponto dele mesmo, pois tudo se expande para todas as direções a partir de um referencial adotado.

Estamos simplesmente viajando pelo Universo todo o tempo!

Texto: Prof. Emerson R. Perez – Astrônomo do MAAS.

Fonte das imagens: www.google.com.br/imagens

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